Métodos contraceptivos e ação das drogas .

Métodos físicos de barreira

Os métodos de barreira física são os quais onde se cria uma barreira que possa impedir a fecundação. Eles impedem que os espermatozóides vão ao encontro dos óvulos a serem fecundados.

Preservativo masculino – é fabricado com látex e tem certa elasticidade, é colocada no pênis ereto.  A camisinha masculina barra os espermatozóides liberados na relação sexual. O preservativo masculino possui grande eficácia na proteção contra as DST’s chegando em ate 96%.

Antes de usá-la deve-se estar atento à data de validade ou a imperfeições na embalagem antes da utilização do mesmo, é importante ainda observar se o produto possui o selo do INMETRO.

Modo de usar:

Ao abrir a embalagem é importante ter cuidado para não causar danos ao látex.

Puxe a pele que cobre a glande, para trás, deixando com que ela fique exposta.

Coloque-o na ponta do pênis e retire todo o ar existente nas extremidades pressionando a ponta com os dedos, isso deixará um lugar para o sêmen após a ejaculação (isso é importante, pois caso este lugar não exista o preservativo pode estourar, fazendo com que o sêmen entre em contato com o corpo feminino).

Desenrole o preservativo até a base do pênis, após a ejaculação segure a borda da camisinha na base do pênis para que ela não deslize, deixando assim espaçar o sêmen.

Após a ejaculação, remova a camisinha com o pênis ainda ereto, pois se ele amolecer a camisinha ficará frouxa deixando espaçar o sêmen, amarre-a e jogue-a no lixo.

Preservativo feminino – É uma membrana de poliuretano. Possui dois anéis, um deles é colocado no interior da vagina, chamado de anel interno e outro que fica fora da mesma, o anel externo. Possui eficácia de ate 97% se utilizada corretamente.

O preservativo pode ser colocado até 8 horas antes da relação. É importante praticar a inserção deste material antes de ter relações sexuais.

Modo de usar:

Encontre uma posição confortável:

– Pode-se ficar em pé;

– Pode-se ficar com um dos pés sobre uma cadeira;

– Pode-se sentar ou agachar com as pernas separadas.

Segure o preservativo com a abertura direcionada para baixo, com a parte externa segura, pressione o anel interno com o dedo polegar e médio, formando um “8”.

Empurre a camisinha o mais fundo possível no canal vaginal, para que cubra o colo uterino. Caso sinta incômodo, ajuste-a com o dedo. A camisinha feminina não precisa ser desenrolada.

Durante a relação deve-se tomar cuidado para que o pênis não penetre abaixo ou nas laterais da camisinha, a relação deve acontecer dentro da camisinha, caso o pênis deslize deve-se parar a relação.

Para retirá-la torça o anel externo para evitar a contaminação do lixo e de pessoas que poderão manuseá-lo, em seguida retire a camisinha puxando-a cuidadosamente, após feito, embrulhe-a com papel e jogue-a no lixo.

Diafragma

É uma pequena cúpula feita de látex ou silicone colocado na vagina de modo a cobrir a entrado do colo do útero, bloqueando assim a passagem dos espermatozóides. Não pode ser utilizado por mulheres virgens.

O uso do diafragma requer acompanhamento médico.

Modo de usar:

Antes de usá-lo pela primeira vez, introduza o dedo indicador no canal vaginal, movendo-o delicadamente você sentirá o colo do útero com uma saliência com consistência similar à ponta do nariz, e logo após identificará o osso púbico. O diafragma deverá cobrir o colo do útero e se apoiar no osso púbico.

Espalha-se espermicida na parte dentro do diafragma;

Dobra-se o diafragma afim de facilitar sua introdução;

Introduz-se o diafragma na vagina, fazendo-o cobrir a entrada do colo do útero;

Conferir se o diafragma está colocado corretamente com o dedo.

O diafragma deve permanecer colocado de 6 a 24 horas após a relação. Se for utilizado corretamente, o diafragma tem resultado relativamente eficaz. Pode ser reutilizado durante 2 a 3 anos, se higienizado corretamente.

 

 

 

Métodos hormonais

Pílulas – É o método mais adotado por mulheres jovens e o mais seguro dos métodos anticoncepcionais. Consiste da associação do estrógeno e da progesterona, hormônios produzidos normalmente no organismo da mulher.  A pílula impede que os ovários liberem o óvulo. O primeiro comprimido deve ser consumido no inicio do ciclo, a partir daí toma-se um comprimido por dia até que termine a cartela. Deve ser ingerida diariamente e sempre no mesmo horário para garantir sua eficácia que é de 99%, deve também ser prescrita e acompanhada por um médico.

Injetáveis – É constituída pela mesma concepção química da pílula, porém para que o efeito seja prolongado, os injetáveis possuem doses mais concentradas do que as pílulas. Sua aplicação é mensal, por via intramuscular. É um método seguro, porém devido à alta concentração de hormônios pode causar mudanças no ciclo menstrual. Não é indicado para mulheres nos extremos da vida reprodutiva. Deve-se ser prescrita e acompanhada por um médico.  É bastante eficaz, chegando até 99,7%.

Implantados – Micro bastão que libera progesterona lentamente durante um longo período proporcionando contracepção durante 3 a 5 anos após a implantação. Sua inserção é simples e fácil, e deve ser realizada por um médico. Sua eficiência é de até 99,7%.

          Métodos Intra-Uterinos

DIU (Dispositivo Intra-Uterino)

É um instrumento de plástico e cobre que impede a implantação do embrião no endométrio, sua inserção e remoção tem que ser feita por um médico. Se colocado durante a menstruação no interior do útero, por um médico, evita a fecundação, por impedem que os espermatozóides cheguem ao óvulo. É apresentado em várias formas, o mais comum é o em forma de “T”, e pode permanecer por longos períodos no organismo. Tem bastante eficácia, perdendo apenas para as pílulas. Não é abortivo mais pode causar cólica e aumento do fluxo menstrual. Sua eficácia aumenta ao decorrer do tempo de uso.

Métodos Irreversíveis

          Os métodos irreversíveis são os cirúrgicos. Algumas pessoas decidem não ter mais filhos definitivamente. Para isso, se submetem à esses procedimentos cirúrgicos que podem ser aplicados tanto nos homens como nas mulheres.

Vasectomia (esterilização masculina) – O procedimento consiste no corte dos canais deferentes que conduzem os espermatozóides dos testículos ao pênis. A realização da vasectomia, a função sexual do indivíduo não é afetada. Após a cirurgia deve ser feita a análise do sêmen, para que seja confirmada a ausência dos espermatozóides móveis, que ocorre 12 semanas ou 20 ejaculações após a cirurgia.

Laqueadura tubária ( esterilização feminina) –. Pode ser realizado por minilaparotomia ou por videolaparoscopia. Consiste no corte e/ou ligamento cirúrgico das tubas uterinas, que conduzem o óvulo até o útero para ser fecundado.  A laqueadura previne a gravidez, mais não protege a mulher das DST’s é importante que se mantenha o uso da camisinha nas relações.

Tabelinha e coito interrompido

Tabelinha – Consiste em cálculos dos dias em que a mulher estará mais propensa a engravidar, caso tenhas relações sexuais sem proteção. Geralmente a mulher é fértil no meio do ciclo menstrual, quando ocorre a ovulação, para saber se este ciclo está regularizado é ideal que se anote durante seis meses o dia do inicio de cada menstruação. Ao fim deste período  deve-se contar o intervalo entre o inicio de duas menstruações consecutivas, estes intervalos correspondem ao ciclo menstrual.

Este método é bastante propenso a erro, então é indicado que seja associado à outros tipos de métodos como a camisinha, diafragma, etc. O ideal é que o indivíduo não tenha relações sexuais sem usar preservativo, ou evite as relações. Este método não protege contra as DST’s.

Coito interrompido – Pode geralmente referir-se à remoção do pênis da vagina antes da ejaculação. Vários médicos vêm este método como ineficiente, porque em vários casos falta o auto-controle da pessoa, ou atraso na retirada do pênis, pode ocorrer também de espermas de ejaculações anteriores ficarem alojados no pênis e serem liberados durante a relação, por isso é recomendado aos usuários deste método que urinem entre as ejaculações.

O coito interrompido é muito ineficiente na prevenção das DST’s, pois o fluído pré-ejaculatório pode conter partículas do vírus, a interrupção do intercurso sexual pode causar também insatisfação ao parceiro ou ainda causar uma gravidez indesejada.

Dica :

Vale lembrar e relembrar a todos os colegas a importancia da prevenção de doenças , bem como uma grávidez indesejada. Muitas pessoas só pensam no prazer que aquele momento lhe proporciona , porém não pensa nas consequencias que aquela atitude desprevenida pode causar. Por isso , previna-se e livre-se da estatística =D

LSD

LSD é o acrônimo de Lysergsäurediethylamid, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, que é uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas. Uma dose de apenas cem microgramas causa um brutal aumento nos sentidos, afetando também os sentimentos e a memória por um período que pode variar de seis a quatorze horas.

Princípio ativo

O nome LSD, ou LSD-25, é uma abreviatura de dietilamina do ácido lisérgico. Apenas algumas frações de grama são necessárias para acarretar efeitos no ser humano; 0.05mg podem causar até 12 horas de alucinações. O LSD é consumido normalmente por via oral. O droga se apresenta em cartelas subdivididas em “pontos”, que é, efetivamente, onde está o princípio ativo. Para se obter os efeitos da droga, esse “ponto” é ingerido pelo consumidor, ou simplesmente deixado embaixo da língua. Além de poder ser ingerido, o LSD pode ser também fumado, apesar dessa forma de consumo ser pouco comum.

Principais efeitos

O LSD é um alucinógeno e, portanto, produz distorções no funcionamento do cérebro. Os efeitos variam de acordo com o organismo que está ingerindo a droga e de acordo com a ambiente em que ela está sendo consumida. O usuário pode sentir euforia e excitação ou pânico e ilusões assustadoras. A droga dá uma sensação de que tudo ao redor do usuário está sendo distorcido. As formas, cheiros, cores e situações, para a pessoa que está sob o efeito da droga, se alteram, criando ilusões e delírios, como paredes que escorrem, cores que podem ser ouvidas e mania de grandeza ou perseguição. Além disso, uma pessoa sob o efeito do LSD perde o juízo da realidade e com isso a capacidade de avaliar corretamente uma situação qualquer, por mais simples que possa ser. Por perder a noção da realidade, o usuário de LSD pode se julgar capaz de fazer coisas impossíveis como andar sobre as águas, produzir fogo ou mesmo voar. O LSD também causa um fenômeno chamado de “flashback”: o usuário, semanas ou meses sem consumir a droga, começa a sentir os efeitos da droga, como se tivesse acabado de consumí-la. Os flashbacks podem acontecer a qualquer momento. No corpo, os efeitos do LSD são relativamente leves, aceleração de batimentos cardíacos, pupilas dilatadas e aumento do suor. Casos mais graves como convulsões podem ocorrer apesar de serem muito raros. O maior perigo do consumo de LSD não é, mesmo em doses mais fortes, de intoxicação física, mas suas conseqüências psíquicas.

Histórico

O LSD é uma droga relativamente nova. As primeiras notícias de uso vêm do final da década de 30 e início dos anos 40. Inicialmente, como a maioria das drogas, foi utilizada para fins medicinais, no tratamento de doenças psiquiátricas como a esquizofrenia, mas se mostrou ineficiente e caiu em desuso medicinal. Nos anos 60, teve uma explosão de consumo. Os consumidores buscavam, com a droga, “novas formas de expandir a mente” ou “aumentar o estado de consciência”. Hoje, no Brasil, o Ministério da Saúde não reconhece nenhum uso para a droga e proíbe seu uso, produção e comércio no país.

Química
O LSD é um derivado da ergolina. Ele é geralmente produzido a partir da reação da dietilamina com uma forma ativa de ácido lisérgico.

Como uma dose ativa de LSD é incrivelmente pequena, um grande número de doses pode ser sintetizado a partir de uma pequena quantidade de matéria-prima. Com cinco quilogramas do sal tartrato de ergotamina, por exemplo, pode-se fabricar aproximadamente um quilograma de LSD puro e cristalino. Cinco quilogramas de LSD — 25 kg de tartrato de ergotamina — são capazes de gerar 100 milhões de doses típicas. Como as massas envolvidas são tão pequenas, o tráfico ilícito de LSD é muito mais fácil que o de outras drogas ilegais como cocaína ou maconha, em iguais quantidades de doses.

A fabricação de LSD requer equipamentos de laboratório e experiência na área da química orgânica. Leva-se dois ou três dias para produzir 30 a 100 gramas do composto puro. Acredita-se que o LSD geralmente não é produzido em grandes quantidades, mas em diversas séries de pequenos lotes. Esta técnica minimiza a perda de precursores químicos no caso de um passo de síntese não funcionar como esperado. 

Overdose

Inexistem estudos que comprovem a existência de overdose por LSD, mesmo doses maciças são toleradas devido ao mecanismo de ação da droga que se dá pelo bloqueio dos receptores pré-sinápticos da dopamina (D1 e D2 principalmente) o que aumenta a concentração de dopamina na fenda sináptica. Por consequência, inexiste dose letal para a droga na sua forma pura. Isso implica que aumentos na dosagem não levam a aumentos no efeito tóxico da droga, a partir de uma dosagem limite, sendo que o excesso da droga é eliminado pelo organismo da forma usual (desintoxicação hepática e eliminação pela urina dos metabólitos

Tolerância e dependência

O LSD tem a propriedade de se ligar ao tecido adiposo, e desprender-se após algum tempo. Existe tolerância virtualmente completa após três a quatro dias de uso continuo, ou seja, nesse período, o usuário deixa de experimentar qualquer efeito no uso da droga. A tolerância é rapidamente revertida entre quatro e sete dias de abstinência, retornando os efeitos da droga de modo quase completo. Pode levar a dependência psicológica, embora isso seja raro, mas não leva a dependência física. Inexistem sintomas de abstinência.

Síndrome de Abstinência

O LSD não leva comumente a estados de dependência e não há descrição de síndrome de abstinência porém em alguns casos ocorre a voltas das sensações experimentadas, em geral ruins, mesmo sem ter tido um novo consumo da droga (“flashback”ou rebote). Todavia, o LSD, assim como outras drogas alucinógenas, pode provocar dependência psíquica ou psicológica, uma vez que a pessoa que habitualmente faz uso destas substâncias como “remédio para todos os males da vida”, acaba por se alienar da realidade do dia-a-dia.

Campanha

Muitas vezes os jovem reclamam que  foram assaltados ou sofreram com algum crime , colocando toda a culpa no governo e na policia , dizendo que elas não são competentes e que o Brasil está uma merda.Mas esse mesmo jovem que reclama e coloca a culpa nos outros a noite vai para festas e financia essas praticas criminosas por meio do uso das drogas …

 

 

Arritmia Cardíaca

Arritmia Cardíaca

O que é arritmia cardíaca?

Arritmia cardíaca é um problema na velocidade ou ritmo do batimento cardíaco. Durante uma arritmia o coração pode bater muito rápido, muito devagar, ou com ritmo irregular. Batimento cardíaco muito rápido é chamado de taquicardia, enquanto muito devagar chama-se bradicardia. A maioria das arritmias não causa danos, porém algumas podem ser sérias ou até ameaçar a vida. Com arritmia cardíaca o coração pode não ser capaz de bombear sangue suficiente para o corpo, o que pode danificar o cérebro, coração e outros órgãos. [http://www.copacabanarunners.net]

As arritmias cardíacas podem ser classificadas de diversas formas, dependendo da freqüência, mecanismo de formação, local de origem, etc. Apresentaremos alguns termos mais gerais, comuns no dia-a-dia das pessoas.

Quanto à freqüência, as arritmias podem ser classificadas em:

Bradicardia: ocorre quando o coração bate menos de 60 vezes por minuto. Em algumas pessoas, pode ser um achado normal, como em atletas. São conhecidos vários tipos de bradicardia, cada um com suas características peculiares. Os marcapassos cardíacos são utilizados no tratamento desse tipo de arritmia.

Taquicardia: ocorre quando o coração bate mais de 100 vezes por minuto. Ocorre normalmente durante atividade física, estresse emocional, em presença de anemia e outras doenças. Existem vários tipos, algumas extremamente graves.

Quanto ao local de origem, as arritmias classificam-se em:

Atriais: como sabemos, o coração é composto de quatro câmaras (ou divisões), dois átrios e dois ventrículos. O estímulo normal para o batimento cardíaco é gerado no átrio direito. Em algumas arritmias, esses estímulos são gerados em excesso ou em menor número, pela própria estrutura que normalmente os gera; em outras, o estímulo surge em algum outro lugar nos átrios, levando à ocorrência de arritmias atriais.

Juncionais: essas arritmias surgem na junção entre os átrios e os ventrículos.

Ventriculares: surgem dentro dos ventrículos, algumas com grande potencial para levar à morte.

Na suspeita de alguma arritmia, após a conversa com o paciente e o exame físico, o qual pode mostra um pulso irregular, os exames complementares a serem solicitados são os seguintes:

Monitores de eventos: trata-se de um aparelho que grava o eletrocardiograma por 7 a 15 dias, sendo acionado pelo paciente quando a crise aparece.

Teste ergométrico: utilizado para arritmias que aparecem durante o esforço físico ou para observar o comportamento da arritmia durante o esforço. Pode ser útil também para determinar se a doença coronariana é causadora dessas arritmias.

Eletrocardiograma: primeiro a ser realizado, por ser prático, simples e barato. O médico pode realizá-lo no consultório, durante a consulta. Porém, esse exame só vai permitir o diagnóstico se for realizado no momento da ocorrência da arritmia, embora existam alguns dados encontrados no exame normal que podem sugerir alguns tipos específicos de arritmia. Na emergência (pronto-socorro), permite a identificação da arritmia, agilizando a indicação do tratamento.

Holter-24 horas:

esse exame é a realização de um eletrocardiograma durante 24

horas. O paciente fic

a com oseletrodos durante esse tempo, ligados em um aparelhinho que é pendurado em sua cintura. Ele recebe uma ficha onde deve anotar as atividades que realizar, os sintomas que apresentar, colocando seus respectivos horários. Permite identificar muitas arritmias não visualizadas no eletrocardiograma normal, bem como relacionar a arritmia aos sintomas que o paciente apresenta.

Ecocardiograma: não tem a finalidade de diagnosticar a arritmia, mas serve para detectar doenças cardíacas associadas, o que é de extrema importância para a avaliação do risco do paciente. É como se fosse uma ultra-sonografia do coração.

 

Estudo eletrofisiológico:

exame muito parecido com o cateterismo, realizado com a

inserção de um cateter atéchegar ao coração. O médico pode descobrir onde está sendo gerado o estímulo anormal, se existem “fios condutores” anormais, se ele consegue induzir uma arritmia e se ela responde aos medicamentos. Um detalhe fundamental: durante esse exame pode ser feito o tratamento de vários tipos de arritmia!

Tilt-teste: está indicado para pessoas que apresentam desmaios durante a posição em pé ou sentado, precedidos por tonteiras, visão turva, sudorese. Consiste em deitar o paciente numa mesa que se inclina durante o exame. A pressão sangüínea e os batimentos cardíacos são monitorizados. Se houver queda da freqüência cardíaca e/ou da pressão o exame é considerado positivo.

 

[boasaude.uol.com.br]

Causas

As arritmias são provocadas por distúrbios na formação do impulso elétrico que, em vez de formar-se no nó sinusial, tem origem em outras estruturas do coração, e por distúrbios na condução do impulso elétrico através das câmaras cardíacas.

Sintomas

Basicamente, os sintomas dependem da inadequação da freqüência cardíaca. Como já disse, a oscilação pode ser grande, mas será considerada normal, se ao aumento ou redução corresponder uma perfeita adequação dos vasos para receber o fluxo sangüíneo necessário. No entanto, se ficar inapropriadamente muito baixa, o volume de sangue também se torna baixo e o sintoma é a fadiga.Já a queda do nível de consciência e, eventualmente, os desmaios podem ser manifestação de freqüência cardíaca muito baixa ou muito rápida. Em ambos os casos, a eficiência da bomba cai e o fluxo de sangue fica reduzido. Portanto, sintomas de baixo fluxo sistêmico cerebral podem ocorrer tanto nas freqüências muito baixas quanto nas muito elevadas.Outro sintoma importante é a percepção de que o coração está batendo num ritmo inadequado. Ou ele falha e o batimento fica descompassado, o que provoca palpitações, ou dispara e provoca taquicardias. Entretanto, é preciso lembrar que existe uma manifestação extremamente grave das arritmias cardíacas, que é a parada cardíaca. Quando o distúrbio do ritmo do coração é muito acentuado e grave, a atividade do coração pode ser tão rápida e desorganizada, que a eficiência mecânica do coração desaparece e ocorre a fibrilação. Quando ela acomete os dois ventrículos, a atividade elétrica existe, mas não é sincronizada. Por isso, não há contração muscular efetiva, nem fluxo sistêmico. É como se o coração tivesse parado. Essa situação extrema que pode levar à morte súbita, muitas vezes, se manifesta em pessoas jovens e esportistas.[Drauziovarella.com.br/ respostas do Dr. Maurício Escanavacca]

Quais os tratamentos para arritmia?

Existem várias modalidades de tratamento e a escolha depende do tipo de arritmia, freqüência e severidade dos sintomas. Em alguns casos, não é necessário o tratamento. Os principais são: medicações, cardioversão elétrica, mudanças no estilo de vida, marcapassos e desfibriladores, ablação por cateter e cirurgia.

Medicações: várias drogas são úteis para o tratamento das arritmias. As principais modalidades são:

Drogas antiarrítmicas: usadas para converter a arritmia para um ritmo normal. Exemplo: amiodarona, sotalol, propafenona.

Drogas para o controle da freqüência cardíaca: usadas para controlar a freqüência cardíaca, deixando-a abaixo de 100 batimentos por minuto. São elas: beta-bloqueadores (propranolol, esmolol), bloqueadores do canal de cálcio (verapamil, diltiazem) e digital (digoxina).

Anticoagulantes ou antiplaquetários: usadas para diminuir a formação de coágulos no coração, que podem ocorrer durante algumas arritmias. Saiba mais

Cardioversão elétrica: trata-se de um choque elétrico dado no tórax para restaurar o ritmo normal do coração, quando as medicações falham ou quando o paciente apresenta sintomas intensos com risco. É feita sob leve sedação (paciente dormindo).

Mudanças no estilo de vida: Parar de fumar, diminuir a ingestão de álcool e cafeína, evitar o uso de estimulantes (descongestionantes nasais, mediações para tosse, alguns suplementos nutricionais).

Marcapasso Cardíaco: pequeno dispositivo utilizado para estimulação elétrica, evitando que os batimentos cardíacos fiquem muito lentos. Consiste em um gerador de pulsos e eletrodos.

Cardiodesfibrilador implantável: aparelho capaz de monitorar e tratar os ritmos anormais do coração, que podem representar risco de vida. (taquicardia ventricular e fibrilação ventricular).


Modelo esquemático do coração com cardiodesfibrilador (CDI) com eletrodos no átrio e ventrículo direitos

Ablação por cateter: trata-se de uma cauterização por energia de radiofreqüência do tecido cardíaco responsável pela arritmia. Realizado através de cateteres introduzidos no coração.

Cirurgia cardíaca: poderá corrigir arritmias durante procedimento cirúrgico para tratar outras doenças no coração.

Sistema circulatório dos vertebrados


Estudo comparativo do sistema circulatório

Nos vertebrados, o sistema circulatório é fechado e apresenta um coração, realizando o transporte de nutrientes, de gases respiratórios e hormonas, bem como a remoção das excreções, defesa do organismo e distribuição do calor metabólico. O coração é sempre ventral mas com número variável de cavidades e vasos a ele ligados. No entanto, é comum que o sangue chegue às aurículas por veias, passe pelos ventrículos e saia do coração por artérias, que se ramificam em arteríolas e capilares. Estes reúnem-se em vénulas, que convergem até formar as grandes veias e daí para o coração novamente.

Coração de um peixe ósseo

Nos peixes existe um coração com duas cavidades, uma aurícula e um ventrículo.

O sangue venoso do corpo penetra na aurícula pelo seio venoso e sai do ventrículo pelo cone arterial, dilatação inicial da aorta branquial, seguindo depois para as brânquias, onde é oxigenado. Passa para a aorta dorsal, que se ramifica pelo corpo, regressando posteriormente ao coração.

Assim, neste caso apenas circula sangue venoso no coração, por onde passa uma única vez – circulação simples.

O sangue passa por duas redes de capilares (branquial e dos órgãos), pelo que o sangue arterial que sai das brânquias circula lentamente e com baixa pressão.

Coração de um anfíbio

Nos anfíbios, o coração tem três cavidades, duas aurículas e um ventrículo.

O sangue venoso chega ao coração pela aurícula direita, passa ao ventrículo e sai para os pulmões pelo cone arterial e artéria pulmonar (também designada pulmocutânea), sendo oxigenado pelos pulmões e pela pele. Regressa ao coração pela aurícula esquerda, vai novamente ao ventrículo, onde se mistura parcialmente com o sangue venoso e vai para o corpo, novamente pelo cone arterial. A contracção dessincronizada das aurículas evita uma mistura completa do sangue arterial e venoso no ventrículo único, bem como o facto de o cone arterial se dividir em duas vias de circulação.

Neste caso existe uma dupla circulação, uma pequena circulação ou pulmonar e uma grande circulação ou sistémica. O sangue passa duas vezes pelo coração, permitindo uma velocidade e pressão elevadas após a oxigenação. No entanto, como existe a possibilidade de mistura de sangue arterial e venoso a circulação é incompleta.

Com excepção dos crocodilianos, o coração dos répteis apresenta três cavidades, duas aurículas e um ventrículo parcialmente separado por um septo incompleto.

A circulação é realizada de modo semelhante à dos anfíbios, sendo a mistura de sangue minimizada pelo desfasamento de contracção das aurículas e dos lados do ventrículo. O sangue arterial da metade esquerda do coração passa para crossas aórticas ou arcos sistémicos. Por este motivo, a circulação é dupla e incompleta.

Coração de uma ave ou de um mamífero

As aves e os mamíferos têm coração com quatro cavidades, duas aurículas e dois ventrículos (cujas paredes não são igualmente musculadas), sem possibilidade de mistura de sangue arterial e venoso. Por este motivo, estes animais apresentam circulação completa, sendo a metade direita do coração atravessada exclusivamente por sangue venoso e a esquerda por sangue arterial.

Do ventrículo esquerdo o sangue passa para a aorta, que nas aves descreve a crossa para a direita e nos mamíferos para a esquerda. O sangue regressa ao coração pelas veias cavas.

O facto das células destes animais receberem um sangue mais oxigenado e com maior pressão que as dos répteis ou anfíbios, faz com que apresentem uma maior capacidade energética e permita a homeotermi

Sistema Circulatório em Peixes

O sistema circulatório dos peixes é essencialmente um sistema simples, em que o sangue não oxigenado passa pelo coração. Daí, ele é bombeado para as brânquias, oxigenado e então, distribuído para para o corpo. O coração possui quatro câmaras, mas somente duas delas (o átrio e o ventrículo) correspondem às quatro câmaras (átrios pares e ventrículos pares) dos vertebrados superiores. A primeira câmara do coração de um peixe, ou câmara receptora, é chamada de seio venoso. Tem uma parede fina como a câmara seguinte, o átrio, para qual o sangue passa. Do átrio, o sangue passa para o ventrículo, que tem paredes espessas, e é bombeado para fora, passando do cone arterioso para a aorta ventral. O sangue da aorta ventral vai para a região branquial para ser oxigenado, passando pelos vasos brânquiais aferentes, depois disso, sai das brânquias através das alças coletoras eferentes e vai para a aorta dorsal. O sistema venoso é constituído pela veia cardinal comum, que entra no seio venoso de cada lado do corpo do peixe, sendo constituída pela fusão das cardinais anteriores e posteriores. O sangue da cabeça é coletado pelas cardinais anteriores e o sangue dos rins e das gônadas é coletado pelas cardinais posteriores. As veias abdominais laterais pares, que recebem o sangue da parede do corpo e dos apêndices pares, também entram na veias cardinais comuns. O sistema porta-renal é formado pela veia caudal e pelas duas veias porta-renais, situadas lateralmente aos rins. O sangue da região caudal passa da veia caudal para as veias porta-renais e entra nos capilares dos rins. O sistema porta-hepático coleta o sangue do estômago e do intestino e devolve-o ao fígado, de onde, depois de atravessar uma série de sinusóides, ele passa para o seio venoso por meio das veias hepáticas pares.

Sistema Circulatório anfíbios

A circulação nos anfíbios é dupla, incompleta e fechada. É dupla porque há sangue venoso e arterial passam pelo coração; é incompleta, porque há mistura de sangue venoso e arterial no ventrículo; é fechada, porque o sangue circula no interior de vasos.
O aparelho circulatório consta de um coração, que apresenta duas aurículas (direita e esquerda ) e um ventrículo. Além dessas três cavidades, encontramos um seio venoso que recebe sangue venoso e passa para a aurícula direita, e o bulbo arterial que constitui uma continuação do ventrículo.
O sangue venoso de todo o corpo chega ao seio através das veias cavas superiores e da cava inferior. O sangue do ventrículo é distribuído a todo o organismo depois de passar pelo tubo arterial.
Quando ocorre a sístole auricular, o sangue venoso que ocupa a aurícula direita e o sangue arterial que ocupa a aurícula esquerda, passam concomitantemente ao ventrículo único, ocorrendo assim, a diástole ventricular. Em virtude deste fato, há no ventrículo mistura do sangue arterial com venoso. Entretanto, o sangue será pouco misturado devido ao seguinte fator: logo após a diástole ventricular ocorre a sístole, não dando tempo praticamente para que haja mistura do sangue.

Sistema circulatório em rapteis

Como nos anfíbios, o coração dos répteis apresenta três cavidades: um átrio ou aurículas e um ventrículo. O coração dos répteis crocodilianos apresenta quatro cavidades: dois átrios e dois ventrículos (como o das aves e dos mamíferos). No entanto, mesmo nos crocodilianos observa-se  mistura dos tipos de sangue (venoso e arterial) que passam pelo coração, embora em proporção menor do que nos anfíbios.[jacarecrocodilo.jpg]

Assim, podemos considerar a circulação dos répteis dupla e incompleta. Em função disso, os animais desse grupo são pecilodérmicos, isto é, adaptam a temperatura do corpo a temperatura do ambiente

 


Sistema Circulatório das Aves

Existem duas veias pré-cavas funcionais e uma veia pós-cava completa. As primeiras são formadas pela união da veia jugular e subclávia de cada lado. A veia pós-cava drena o sangue dos membros através do sistema porta-renal, que passa pelos rins, mas que não se ramifica em capilares; consequentemente, não pode ser comparado ao sistema porta-renal dos vertebrados inferiores. Os eritrócitos das aves são nucleados e maiores do que os dos mamíferos.

O Sistema de Circulação permite a conservação da temperatura da ave. A circulação é bastante intensa e consequentemente, as trocas gasosas que se processam ao nível das células também são intensas e desenrola-se uma notável combustão celular. Isso acontece porque o deslocamento durante o vôo constitui uma atividade muscular muito grande, que exige o consumo de grandes quantidades de energia – ATP. Chegam a ter 150 batidas por minuto algumas aves.

Sistema circulatório mamiferos

Nos mamíferos, a circulação do sangue percorre um duplo circuito. No primeiro, entre o coração e os pulmões, o sangue é oxigenado. No segundo, entre o coração e os tecidos, o sangue perde paulatinamente o oxigênio. O coração está dividido em quatro cavidades: dois átrios e dois ventrículos. Desta forma, o sangue oxigenado não se mistura com o sangue rico em gás carbônico, o que aumenta o rendimento do animal. Os mamíferos são homeotermos (podem manter sua temperatura constante independentemente do meio externo no qual se encontram).

Curiosidades sobre o Sistema Respiratório

Por que soluçamos?

O soluço é resultado de uma contração involuntária do diafragma, um fino músculo que separa o tórax do abdômen e que, juntamente com os músculos intercostais externos, é responsável pelo controle da respiração. Seus movimentos de contração e relaxamento permitem que inspiremos e expiremos o ar e são controlados pelo nervo frênico, situado logo acima do estômago. Os incômodos do soluço  surgem a partir de uma irritação do nervo frênico, cujas causas podem ser diversas (distensão gástrica pela ingestão de bebidas com gás, deglutição de ar ou alimentação em grande volume; mudanças súbitas da temperatura de alimentos ingeridos; modificações da temperatura corporal, como sauna seguida de ducha gelada; ingestão de bebidas alcoólicas; ou até mesmo gargalhadas). Quando ele fica ou sensibilizado, envia uma mensagem para o diafragma se contrair, o que dispara o soluço.

O característico barulhinho “hic, hic” surge quando ocorre fechamento súbito da glote (abertura superior da laringe, onde se localizam as cordas vocais), produzindo vibração nas cordas vocais.

Susto cura soluço? Por que?

Sim. Quando levamos um susto, provocamos uma forte inspiração, levando a um aumento do volume de ar nos pulmões. Os pulmões pressionam o diafragma, fazendo com que ele se estique e volte a funcionar normalmente. Mas existem maneiras menos drásticas que também funcionam: tomar um copo d’água com nariz tampado ou inspirar e segurar o ar por alguns instantes.

Como acontece o reflexo da tosse?

Os brônquios e a traquéia são tão sensíveis a um toque leve, que quantidades mínimas de material estranho ou substâncias que causam irritação iniciam o reflexo da tosse. Impulsos nervosos aferentes passam das vias respiratórias (principalmente pelo nervo vago) ao bulbo (medula oblonga), onde uma seqüência automática de eventos é disparada por circuitos neuronais locais, causando os seguintes efeitos:

– inspiração de até 2,5 litros de ar;

– fechamento da epiglote e das cordas vocais para aprisionar o ar no interior dos pulmões;

– contração forte dos músculos abdominais e dos músculos intercostais internos, empurrando o diafragma e provocando aumento rápido de pressão nos pulmões (de 100 mmHg ou mais);

– abertura súbita das cordas vocais e da epiglote e liberação do ar dos pulmões sob alta pressão.

Desta forma, o ar que é expelido de forma explosiva dos pulmões para o exterior se move tão rapidamente que carrega consigo qualquer material estranho que esteja presente nos brônquios e na traquéia.

Como acontece o reflexo do espirro?

O reflexo do espirro é muito parecido com o reflexo da tosse, exceto pelo fato de se aplicar às vias nasais, ao invés das vias respiratórias inferiores: o estímulo que inicia o reflexo do espirro é a irritação das vias nasais. Impulsos aferentes passam do quinto par de nervo craniano ao bulbo, onde o reflexo é disparado. Uma série de reações semelhantes às do reflexo da tosse acontece, grandes quantidades de ar passam rapidamente pelo nariz, ajudando, assim, a limpar as vias nasais.

Você sabia que:

– o ar que sai das narinas durante o espirro atinge em média 150 Km/hora?

– ao espirrarmos espalhamos aproximadamente 40 mil gotículas de saliva?

Pois é, por isto o espirro é uma excelente fonte de transmissão de doenças respiratórias.

Por que é impossível espirrar de olhos abertos?

Tirando o mito primeiro: não é porque os olhos podem sair da órbita que os fechamos ao espirrar (UFA)!

Quando uma partícula estranha entra no corpo pelas vias nasais, estimula os receptores locais que, por meio do nervo trigêmio (que coordena os movimentos da face), avisam o tronco encefálico que é hora de entrar em ação.

Ao receber a mensagem, o tronco encefálico reage imediatamente à invasão, gerando uma série de impulso motores que contraem o abdômen, o tórax e o diafragma, até chegar ao nervo facial.

Os reflexos que chegam ao nervo facial também desencadeiam movimentos para expulsar a partícula estranha. Essas contrações atingem diversos músculos da face, incluindo o músculo orbicular, que controla o abrir e o fechar dos olhos. Como resultado de todo esse esforço,  fechamos os olhos.

Sistema Respiratório

Sistema Respiratório

A função do sistema respiratório é fornecer ao organismo uma troca de gases com o ar atmosférico, assegurando concentração de oxigênio no sangue que é necessário para as reações metabólicas, e em contrapartida servindo também como via de eliminação de gases residuais, que resultam dessas reações e que são representadas pelo gás carbônico. isso é feito através da respiração.

A Ventilação pulmonar é o processo no qual o ar contido no interior dos pulmões é constantemente renovado. Essa renovação dá-se através de um fluxo aéreo do meio externo para o interior dos pulmões (inspiração) e vice-versa (expiração). O fluxo aéreo ocorre de acordo com uma variação de pressão entre o meio intrapulmonar e o meio ambiente e por uma função de condutância. Essa última é acarretada indiretamente, pela ação dos músculos respiratórios

A hematose é o processo de trocas gasosas que ocorre nos capilares sangüíneos dos alvéolos pulmonares através da difusão de gases: oxigênio e dióxido de carbono. Devido a esse processo, mediando o sistema respiratório e o sistema circulatório, o sangue venoso, concentrado em CO2 e convertido em sangue arterial rico em O2, é distribuído aos tecidos do organismo para provimento das reações metabólicas das células.

A junção destes dois processos ( ventilação pulmonar e Hematose ) é chamado de respiração .

Nariz.

O nariz é uma projeção de cartilagem, na parte central da face, que tem como função principal condicionar o ar que entra no organismo, filtrando, umedecendo e aquecendo o ar antes de seguir pelas coanas (cavidade que faz a ligação entre a cavidade nasal com a faringe), podemos definir essa projeção como, nariz e sua parte interna chamamos de cavidade nasal.

A cavidade nasal é uma escavação do interior no nariz, onde encontramos dois compartimentos: direito e esquerdo. Nesses compartimentos podemos encontrar os pêlos, que tem a função de filtrar o ar inspirado antes de descer pela faringe, traquéia, brônquios e alvéolos. Os cíllios são apenas o primeiro filtro, nosso corpo também possui uma substancia chamada  muco que tem a função de reter as impurezas não filtradas pelos pêlos nasais, antes que cheguem aos alvéolos pulmonares.Para eliminar essas impureza retidas, os cílios fazem um movimento de varredura no sentido de expiração do ar onde é expelido pelo nariz. Também na cavidade nasal ocorrem outros dois processos: o umedecimento e o aquecimento do ar que entra.

Muitas pessoas , por questão de estética, retiram os pêlos do nariz não sabendo elas da importância dessa proteção natural oferecida pelo corpo, acarretando assim problemas respiratórios.

Faringe.

A coana liga a fossa nasal a faringe que é usada como passagem de ar e de alimento, para isso existe uma válvula chamada de epiglote que se fecha para o esôfago na hora da respiração e no momento da deglutição se fecha para a traquéia para que partículas de alimento não entre nos pulmões causando um possível sufocamento. A faringe faz a conexão entre os receptores de ar a laringe e ao esôfago.

A faringe é um tubo formado de músculos esqueléticos, em sua parede, e revestida de túnica mucosa. Esse órgão em humanos , é  divido em nasofaringe, localizada posteriormente à cavidade nasal; orofaringe, posterior à cavidade oral. A parte inferior da faringe, onde esta comunica com o esôfago, chama-se laringofaringe ou hipofaringe.

Localiza-se verticalmente, à frente da coluna cervical, atrás das fossas nasais, da cavidade bucal e da laringe, desde a base do crânio até ao bordo inferior de C6 (sexta vértebra cervical). Continua-se embaixo com o esófago. É uma espécie de vestíbulo que faz comunicar, por um lado, a cavidade bucal com o esófago, por outro, as fossas nasais com a laringe.

Laringe.

A laringe é um órgão curto que liga a faringe com a traquéia, sua parede é composta por nove peças de cartilagens como a epiglote. Nessa se localiza as cordas vocais que regula a passagem de ar na emição de sons . Esse órgão é um pouco maior no homem do que na mulher, com aproximadamente 5 cm.

A laringe deriva do grego Larynx, que significa flauta, é um curto canal que se encontra no pescoço adiante do esôfago. No homem é um mecanismo valvular que apresenta várias funções: 1ª – mantêm a via aérea permeável e, portanto, controla a passagem do ar que ventila os pulmões; 2ª – forma uma válvula que impede a penetração de líquidos e alimentos, durante a deglutição, para o interior das vias aéreas (traquéia e pulmões); – 3ª – vocalização é o órgão da “fonação” no homem.

Traquéia

A traquéia é uma parte do aparelho respiratório, localizada no pescoço, que se estende à laringe e aos brônquios. É um tubo de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro e 10 cm de comprimento, cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. Podem-se sentir os reforços cartilaginosos da traquéia tocando com os dedos a região anterior da garganta, logo abaixo do pomo-de-adão.

Na região superior do peito a traquéia se bifurca, dando origem aos brônquios. Estes são dois tubos curtos, também reforçados por anéis de cartilagem, que conduzem o ar aos pulmões.

Tanto a traquéia quanto os brônquios são internamente revestidos por um epitélio ciliado, rica em células produtoras de muco. Partículas de poeira e bactérias em suspensão no ar inalado aderem ao muco, sendo “varridas” em direção à garganta graças ao batimento dos cílios. Ao chegar à faringe, o muco e as partículas aderidas são engolidas com a saliva

Brônquios

Os brônquios são os tubos que levam o ar aos pulmões. A traquéia divide-se em dois brônquios (direito e esquerdo). Estes apresentam estrutura muito semelhante à da traquéia e são denominados brônquios de primeira ordem. Cada brônquio principal dá origem a pequenos brônquios lobares ou de segunda ordem, que ventilam os lobos pulmonares. Estes, por sua vez, dividem-se em brônquios segmentares ou de terceira ordem, qua vão ter os segmentos broncopulmonares. Os brônquios, por sua vez, se ramificam várias vezes até se transformarem em bronquíolos, um para cada alvéolo pulmonar, ao que se designa de árvore bronquial. Os brônquios têm a parede revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de cartilagem, irregulares que, nas ramificações se manifestam como pequenas placas ou ilhas. A parede dos brônquios e bronquíolos é formada por músculo liso e a sua dilatação ou compressão pode ser controlada através de medicação específica.

O bronquíolo, nos seres humanos e nos animais superiores, é a sub-ramificação de menor calibre da árvore brônquica, que penetra nos alvéolos pulmonares, que por sua vez realizam as trocas gasosas. Nos brônquios existem anéis cartilaginosos para impedir o fechamento dos mesmos, nas paredes deles só existem fibras musculares lisas. Os bronquíolos não são formados por anéis cartilaginosos , e sim por tecidos conjuntivos.

Os alvéolos pulmonares são estruturas de pequenas dimensões, localizadas no final dos bronquíolos, onde se realiza a hematose pulmonar.

São cavidades diminutas que se encontram formando os pulmões nas paredes dos vasos menores e dos sacos aéreos. Por fora dos alvéolos há redes de capilares sanguíneos, derivadas dos vasos sanguíneos da pequena circulação. As paredes alveolares são muito finas e são compostas por uma camada única de células epiteliares planas, os pneumócitos tipo I. As moléculas de oxigénio e de dióxido de carbono difundem com facilidade por essas células, dos alvéolos para os capilares e vice-versa. Nesse epitélio também se encontram células de formato cúbico, os pneumócitos tipo II, que secretam o surfactante pulmonar. Essa substância reduz a tensão superficial dos líquidos pulmonares, que podem oferecer resistência considerável à expansão alveolar.(sem fontes)

Movimentos Respiratórios

Inspiração

A entrada de ar nos pulmões, a inspiração, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais (músculos que estão entre as costelas). O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, com isso ocorre um aumento do volume da caixa torácica (estrutura óssea que protege os pulmões e o coração), diminuindo a  pressão  e fazendo com que o ar entre nos pulmões.

Expiração

Em seguida ocorre a saída de ar dos pulmões, a expiração, acontece o relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais, eleva-se o diafragma e as costelas abaixam, diminuindo assim o volume da caixa torácica e conseqüentemente aumentando a pressão , expulsando o ar dos pulmões. Nem todo ar é expulso dos pulmões, ficando um pequeno volume que permanece dentro dos alvéolos, evitando que haja um colapso nas finas paredes dos alvéolos.

O movimento respiratório é controlado por um centro nervoso localizado na medula espinal. Em condições normais esse centro produz impulso a cada 5 segundos, estimulando a contração da musculatura torácica e do diafragma, onde inspiramos. Contudo, quando o sangue torna-se mais ácidos devido ao aumento de gás carbônico (CO2), o centro respiratório medular induz a aceleração dos movimentos respiratórios.

Em caso de diminuição da concentração de gás oxigênio (O2) no sangue, o ritmo respiratório também é aumentado. Essa redução é detectada por receptores químicos localizados nas paredes da aorta e da artéria carótida.

Além das fossas nasais o ar pode entrar ou sair do organismo pela boca, porém, o umedecimento e aquecimento do ar ficam incompletos não ocorrendo a filtração das partículas de poeiras, fumaça, e até seres vivos microscópicos, como os vírus e as bactérias, capazes de causar danos à nossa saúde, etc. Algumas impurezas são “filtradas” em diversos órgãos do sistema respiratório, mas outras conseguem passar até os pulmões, provocando doenças. As doenças mais comuns que atingem o sistema respiratório podem ser de natureza infecciosa ou alérgica.

Trocas gasosas

Hemácias: São células do sangue responsáveis pelas trocas gasosas de CO2 e O2 nos tecidos.

Hemoglobina é  uma molécula  que compõe a hemácia. A hemoglobina contém um átomo de ferro que se combina com o oxigênio e com o dióxido de carbono, capacitando a hemácia a realizar as trocas gasosas. É a hemoglobina que confere ao sangue sua cor vermelha.

Quando a hemoglobina se liga com o oxigênio ela passa a se chamar oxihemoglobina e quando ela se liga ao dióxido de carbono recebe o nome de Carbohemolgobina.

O CO2 pode ser transportado de 3 formas : pelas moléculas de Hemoglobina formando assim a molécula Carbohemolgobina , pelo plasma se disolvendo nele mais essa forma não é muito comum pois o CO2 não é muito solúvel em água e se ligando aos íons bicarbonato que é o mais comum  e ocorrem da seguinte forma : A maioria das moléculas de CO2 deslocam-se com o íon bicarbonato (HCO3-), cerca de 81%. Naturalmente este processo de reação do CO2 com a água formando o ácido carbônico (H2CO3) é lento, mas pode ser acelerado pela enzima dos glóbulos vermelhos anidrase carbônica. Quando o CO2 é elevado, como nos tecidos, a reação produz ácido carbônico (H2CO3), que se ioniza em HCO3- e assim reage com o CO2 dos tecidos . Após a sua rápida formação no interior dos glóbulos vermelhos, o íon difunde-se para o plasma, onde é transportado até aos pulmões. Aí as reações são revertidas e o CO2 é libertado para os alvéolos